CAS / ENG





Calle Doctor Fourquet 21
28012 Madrid
t. (+34) 910 594 112 |
t. (+34) 686 463 809











Luísa Jacinto

"we had the experience but missed the meaning"

Comisario: Sérgio Fazenda Rodrigues

17.03 - 19.05.2018




































“We had the experience but missed the meaning”
T.S.Elliot – The Four Quartets - The Dry Salvages

Luísa Jacinto presenta, en esta nueva exposición, un conjunto de pequeñas obras (`AlI I Want ̈), en las que el espectador absorbe la imagen; junto otras de gran formato (“Inside Out”), en las que es la propia imagen la que absorbe al espectador.

Las obras más pequeñas representan un conjunto de paisajes y situaciones corrientes como andar, detenerse, fumar o dormir.
Son como fragmentos de un todo, de algo que esta por ocurrir o que ya pasó, pero que la imagen no muestra. La pintura, en estas pequeñas obras, fija unos instantes que se prolongan en una lógica casi cinematográfica.
Formarían parte de una secuencia, de una hipotética narrativa que siempre queda en suspense. Sin una acción descriptiva, las imágenes nos invitan a contemplar lo que vemos, susurrándonos apenas una posible y remota historia.

Estas obras se ven potenciadas por el vacío que las circunda. Y son, esta delicada presencia y el aparente alejamiento, los que reclaman más intensamente nuestra atención.

Las pinturas grandes nos presentan lugares de paso. En los que se configura y se cruza desde un espacio interior que se expande, hacia otro exterior. Un lado firme y geometrizado, el otro suelto y sin trazado.

Algo se manifiesta frente a nosotros, del fondo hacia la superficie, desvaneciéndose el límite, el lugar y la percepción. La figuración se diluye y con un movimiento que ya no es lineal, ni horizontal, nuestra mirada oscila, en profundidad, hacia un campo abierto. Lo que vemos, entonces, es una fracción de algo mayor, nuestra atención ya no se ciñe al contorno de la imagen y parte hacia el descubrimiento de lo que está en segundo plano.

En sus diferentes dimensiones, las obras se relacionan a través de la idea de complementariedad. Unas, las pequeñas, son figurativas y nos trasladan a otro tiempo; otras, las grandes, tienden hacia la abstracción y nos trasladan a otro lugar.

Lo que responde a una mirada penetrante es una imagen pequeña, similar a un fotograma, donde la extensión se intuye lateralmente, en una lógica secuencial. Lo que responde a una mirada extendida es una imagen grande, de carácter atmosférico, donde la extensión se adivina en una lógica pendular.

Las obras de Luísa Jacinto se configuran como puntos de transición, donde hay siempre más de lo que se nos permite ver. Estos son procesos de relación gradual, donde se intuye un sentido. No el sentido que se esconde detrás de una primera apariencia que precipitadamente podemos juzgar, sino aquel que es intrínseco a las cosas.


“We had the experience but missed the meaning”
T.S.Elliot – The Four Quartets - The Dry Salvages

Luísa Jacinto exibe um corpo de trabalho que relaciona um série de pinturas de pequena dimensão (“All I Want”), onde o espectador absorve a imagem, com uma série de pinturas de grande dimensão (“Inside Out”), onde a imagem absorve o espectador.

As obras mais pequenas, apresentam-nos um conjunto de paisagens e um grupo de situações correntes, como andar, parar, fumar ou dormir.
Estas obras são trabalhadas como fragmentos de um todo maior, ou como excertos de algo que está a decorrer e, numa aproximação a um tempo linear, pressente-se o que vem antes e depois do que a imagem mostra.

A pintura fixa um instante, mas a duração que ela constrói prolonga-se para lá da figura exposta, numa lógica quase cinematográfica. Focamos parte de uma sequência, mas há uma hipotética narrativa que fica suspensa. Sem uma acção descritiva, as imagens põe-nos a olhar para lá do que mostram, sussurrando, apenas, a possibilidade de uma história.

Estas pinturas inscrevem-se a meio do suporte e são potenciadas pelo vazio que as circunda. Nesse delicado processo, elas gerem um afastamento, reclamam uma proximidade e tornam-se focos da nossa atenção. As pinturas de grande dimensão, apresentam-nos locais de passagem. Nelas estamos perante algo que cruza o conformar de um espaço interior e a expansão de um espaço exterior. Se o lado de cá é tendencialmente firme e geometrizado, o lado de lá é predominantemente solto e sem traçado.

Algo se manifesta à nossa frente e do fundo para a superfície, esbate-se o limite, o local e a percepção. A figuração dilui-se e com um movimento que já não é linear, nem horizontal, o nosso olhar oscila, em profundidade, para um campo que fica em aberto. Mais uma vez, o que vemos é um troço de algo maior, onde a nossa atenção não se cinge ao contorno e parte à descoberta do que está mais adiante.

Nas suas várias dimensões, estas obras ligam-se por uma ideia de complementaridade. Umas são pequenas, assumidamente figurativas e prometem outro tempo, outras são grandes, tendencialmente abstratas e prometem outro lugar.

O que responde a um olhar penetrante é uma imagem pequena, próxima de um fotograma, onde a extensão se intui lateralmente, numa lógica sequencial. O que responde a um olhar alargado é uma imagem grande, de carácter atmosférico, onde a extensão se advinha em atravessamento, numa lógica pendular.

As obras de Luísa Jacinto configuram-se como pontos de transição, onde há sempre mais do que nos é dado a ver. Estes são processos de ligação gradual, onde se indaga uma ideia de sentido. Não o sentido que se esconde por detrás de uma aparência que apressadamente podemos julgar mas, antes, aquele que é verdadeiramente intrínseco às coisas.

Sérgio Fazenda Rodrígues

Web de Luisa Jacinto


<<< anteriores





twitter   facebook



Si deseas recibir el newsletter de la galería dejanos tu e-mail